segunda-feira, 10 de outubro de 2011

dicas como deixar a alimentação da criança saudável





alimentação infantil é uma preocupação crescente. Com o aumento do número de crianças obesas em todo o mundo, a presença de gordura, açúcar e sódio nos produtos destinados a este público é cada vez mais criticada. Mas, como melhorar a alimentação do seu filho? O certo é proibir ou deixa-los comer de tudo?
Confira uma entrevista exclusiva com a nutricionista Ândria Andrade, do Hospital Getúlio Vargas (RJ) e consultora de nutrição infantil da Consultoria Nutricional Victória, e veja qual é a melhor solução!
Qual a explicação para a preferência por doces nesta fase da nossa vida?
O leite materno é a única referência gustativa que o bebê possui e é levemente adocicado. Assim, as crianças vão crescendo naturalmente com preferência pelo sabor doce. Oferecer balas e pirulitos ou adotar o antigo costume de embeber a chupeta no refrigerante ou no próprio açúcar só reforça o doce como preferência alimentar.
Doces, de modo geral, possuem apenas “calorias vazias”, ou seja, são alimentos pobres em vitaminas e minerais essenciais. Isto também ocorre em relação aos Fast-foods, ricos em gordura, que fisiologicamente trazem prazer. Logo, quando uma criança está diante de um chuchu, intuitivamente criará uma comparação com a pizza, por exemplo, resultando em rejeição. 
Qual o primeiro passo para mudar a alimentação de nossos filhos, deixando-a mais saudável?
O segredo é introduzir alimentos naturais desde cedo, sem criar dogmas populares comuns, como imaginar que a criança fica com desejo (“aguada”) por não tomar refrigerante ou estará sendo sacrificada por não comer salgadinhos amarelos no lanche da escola.
O mais importante é você saber que nunca é tarde para se iniciar uma educação nutricional. É interessante sugerir que algum ídolo do seu filho gosta muito de brócolis, por exemplo, ou ainda convidar um amigo da criança que se alimenta bem para um almoço em casa e estimular fazendo pequenas comparações do tipo: “Viu? Seu amiguinho come cenoura. Ele sabe que cenoura é muito gostosa e vai crescer mais forte”.  Crianças seguem muito os exemplos dos amigos.

Qual dica você daria para as mães que sofrem para incluir alguns alimentos essenciais para a saúde, como frutas e legumes?
Sugiro, em último caso, camuflar legumes e verduras em preparações, pois é importante que a criança identifique o que está comendo. Vale tentar preparações como panqueca de espinafre, suflê de cenoura. Em alguns casos não mencionar o termo “legumes” pode ser o grande começo.
Sirva a preparação e aguarde a reação da criança. Neste momento, a abordagem deve ser de dizer o que ela está comendo de fato: “É de espinafre, viu como espinafre é gostoso?”. Vale lembrar que o mesmo alimento possui diferentes preparações e variadas maneiras de condimentação. Crie, pesquise, busque e, principalmente, enfeite as receitas, pois crianças adoram estímulos visuais.
Em relação aos doces, vale oferecer preparações enriquecidas. Agregar nutrientes para saciar a criança e ao mesmo tempo nutrir. Crianças não necessitam de restrição calórica, só no caso de uma indicação de um nutricionista ou pediatra. Por isso, não ofereça adoçantes ou alimentos na versão light ou diet.
O interessante é colocar frutas picadinhas na gelatina que elas adoram, oferecer salada de frutas com suco de laranja bem madura e doce, usar mel na banana com aveia ou na vitamina, morango com chocolate, fazer espetinhos coloridos de frutas, compotas caseiras, picolés de fruta, geladinhos naturais em saquinhos (sacolé) em diversos sabores como leite com amendoim, coco, goiaba ao leite. No lanche, também podem ser servidos bolo de banana, bolo de maçã para variar o de chocolate.
Como proibir o consumo do refrigerante, um dos maiores vilões da alimentação infantil?
Crianças adoram sucos, então procure preparar em casa os naturais, sem conservantes ou corantes artificiais e muito mais saborosos. Existindo a dificuldade no preparo com frutas naturais, compre a polpa congelada.
E os famosos salgadinhos?
Alimentos industrializados, de modo geral, não são recomendados. Mas, o mercado possui bons produtos como snacks sem gordura trans e com menos gordura saturada e menos sódio, cereais matinais, iogurtes, sorvetes à base de frutas, que são mais saudáveis do que os cremosos, massas de macarrão coloridas com corantes naturais e em forma de bichinhos ou letrinhas, entre outros.
Um acompanhamento com um nutricionista além do pediatra é importante, tanto para indicação de alimentos mais saudáveis e esclarecimentos de dúvidas, como para avaliar a ingestão alimentar da criança em relação ao seu crescimento e desenvolvimento, propondo alternativas tanto para o caso de crianças com mais dificuldades de se alimentar, como para resolução de problemas de saúde já estabelecidos.
Cada criança é um indivíduo e suas preferências também devem ser respeitadas e correspondidas, de modo que não resulte em carências nutricionais e nem afete a sua saúde de outra maneira.

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